Review – Uma Aventura Lego 2 (2019).

Por Calil Neto

18 de abril de 2019.

Uma Aventura Lego 2 ( The Lego Movie 2: The Second Part – 2019) com direção de Mike Mitchell é a continuação do fantástico universo Lego nos cinemas do elogiado Uma Aventura Lego de 2014 e Lego Batman: O Filme de 2017 com diversos personagens marcantes da saga como Emmet ( Chris Pratt ) e a sua paixão Lucy ( Elizabeth Banks ), os membros da Liga da Justiça da DC entre eles o Batman com a sua voz caricatural e de bonachão do ator Will Arnett e com diversas referência a cultura pop como a série Além da Imaginação ( The Twilight Zone ), a franquia Bill e Ted, Jurassic Park,  ao famoso ator de action movies Bruce Willis e muito mais. Lego Ninjago: O Filme foi uma adaptação para o cinema da série animada homônima para a televisão e não tem ligação com esse filme. É uma franquia que lida com o mundo lúdico e imaginativo das crianças.

 

 

 

Com os roteiristas do filme original Phil Lord e Christopher Miller que também dirigiram o longa de 2014 temos o fofo Emmet ( Chris Pratt ), Batman ( Will Arnett ),  Lucy ( Elizabeth Banks ) que vão lutar contra a rainha do mal Watevra Wa’Nabi ( Tiffany Haddish ). Emmet no futuro vai ser tornar o malvadão Rex, um domador de dinossauros, na cidade de Lego de Bricksburg que se transformou agora em uma distópica, maluca e devastada Apocalypseburg que parece o mundo da franquia Mad Max. Adorei a dançante música Catchy Song de Rap by Alaya High que alguns personagens do filme querem fugir e as sequências em live-action que são maravilhosas como as dos filmes anteriores. Um filme que não quer que o adulto espectador perca a criança eterna que existe dentro dela.

 

Nota: 3,5 de 5,0;

Review – Death House (2017).

 

Por Calil Neto

16 de abril de 2019.

Esse é o Os Mercenários ( The Expendables ) dos filmes de terror. Enquanto Os Mercenários traz no elenco atores ícones dos filmes de ação dos Estados Unidos este traz atores de destaque do gênero terror norte-americano. Não sei mas esse filme para mim parece uma mistura de Os Mercenários com Arquivo-X com Residente Evil da Milla Jovovich com a lavagem cerebral de Laranja Mecânica de Stanley Kubrick. Será que o mal tem cura ou pode ser apagada da mente das pessoas?

 

 

No elenco de peso temos Tony Todd ( o eterno Candyman ), Kane Hodder (  eterno Jason Voorhees ) que faz um perigoso neo-nazista, Gunnar Hansen ( o eterno Leatherface ) que faleceu em 2015 e aparece em forma de holograma, Michael Berryman ( Quadrilha de Sádicos), Sid Haig ( queridinho do diretor e músico Rob Zombie ), Lloyd Kaufman ( presidente e fundador da produtora de filmes trash  Troma ), Danny Trejo ,  entre outros. As atrizes Dee Wallace ( Quadrilha de Sádicos, Grito de Horror e Criaturas ) e Barbara Crampton ( Re-Animator, queridinha do diretor Stuart Gordon) interpretam os papéis das doutoras Eileen Fletcher e Karen Redmane que estudam a mente dos criminosos com o auxílio de Realidade Virtual.

 

 

A produção do cinema independente e bem no estilo de B-movie Death House (2017) é dirigido e escrito por B. Harrison Smith com roteiro original de Gunnar Hansen. Dois agentes especiais do FBI Toria Boon ( Cortney Palm ) e Jae Novak ( Cody Longo ) vão para uma prisão de segurança máxima com alta tecnologia e diversos andares com nela presentes as mentes mais perversas que podemos imaginar em um local chamado Death House. A sequência do quarto da prisão com diversos monstros sanguinolentos é foda em um dos melhores momentos do longa. Muito bacana! Apesar de ser produzido com poucos recursos até que o filme é legalzinho! Um filme que fala da dualidade bem e o mal entre os seres humanos. Um filme principalmente para os fãs destes ícones do cinema de terror.

 

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Verdade ou Desafio ( Truth or Dare – 2018).

 

Por Calil Neto

09 de abril de 2019.

Verdade ou Desafio ( Truth or Dare – 2018) de Jeff Wadlow é mais uma das produções da Blumhouse que tem realizado alguns filmes que muitas das vezes são totalmente desnecessários como A Morte te dá Parabéns de 2017 que é praticamente cópia do Pânico e tem o intuito apenas de ganhar um dinheiro principalmente com a molecadinha de hoje que não pôde assistir ainda ótimos filmes de um passado não tão distante. Sem querer desmerecê-las. Mais um teen movie da Blumhouse.         

 

 

O roteiro escrito por Michael Reisz com a ajuda de mais 3 roteiristas é tão bobinho com uma maldição de um jogo conhecido como Verdade ou Desafio que persegue jovens de uma faculdade que foram se divertir no México em um local paradisíaco. Os jovens têm que falar a verdade ou passar por desafios senão morrem.

 

 

O único ponto bacana do filme são as faces destes jovens desfigurados com a ajuda de efeitos visuais. Que a Blumhouse tenha mais criatividade em seus filmes e não fique copiando filmes do passado norte-americano… Outro destaque é um personagem gay que tem um pai policial homofóbico em temas que dificilmente são abordados em filmes de terror. Um filme que vale apenas como passatempo para quem gosta de prestigiar os filmes da Blumhouse.

Nota: 3,0 de 5,0.

Review – Corra que a Polícia vem Aí! ( The Naked Gun – 1988 -1994 ).

Por Calil Neto

05 de abril de 2019.

Corra que a Polícia vem Aí! é uma das franquias de comédia pastelão que mais amo e que adoro sempre revisitá-la com o lendário e saudoso Leslie Nielsen que ficou marcado principalmente pelo gênero comédia mas que deu a graça de atuar em outros gêneros também como em filmes como na ficção-científica Planeta Proibido ( Forbidden Planet – 1956) e na clássica antologia de terror Creepshow: Arrepio do Medo dirigido por George A. Romero de 1982.

 

 

Esquadrão de Polícia ( Police Squad! de 1982), a série.

 

 

Corra que a Polícia vem Aí! ( The Naked Gun: From the Files of Police Squad! – 1988) é um filme derivado da minissérie Esquadrão de Policia ( Police Squad! de 1982) escrita pelos irmãos Jerry e David Zucker com Jim Abrahams em uma paródia do cotidiano dramático dos policiais que também foi estrelada por Leslie Nielsen. Corra que a Polícia vem Aí! é dirigida por David Zucker com produção executiva dele com seu irmão e Jim Abrahams com roteiro da pela mesma equipe da série junto com Pat Proft. O que gosto nos filmes sãos as piadas e o humor de duplo sentido e a retratação de uma época como a presença no primeiro filme da rainha Elizabeth 2 ( Jeannette Charles ) que leva cada estabanão no filme por causa do policial Frank Debrin ( Leslie Nielsen ). E as tirada criativas são ótimas com humor pastelão e caricato muito divertido. Os policiais que estão ao lado de Frank Debrin nos casos são ótimos também  Ed Hocken ( George Kennedy ) e Nordberg ( o ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson ) que leva cada cacetada nos filmes e que é fundamental para a resolução do crimes pelo Frank Debrin que é sempre homenageado pelos seus trabalhos bem sucedidos apesar de todas as atrapalhadas que somente os ajudam nos casos. Neste filme a vinda da rainha Elizabeth nos Estados Unidos vai precisar da ajuda policial para se desvencilhar de um assassino. E temos a atriz Priscilla Presley, que foi na vida real casada com o megastar cantor Elvis Presley, como par romântico do policial Frank Debrin.

 

 

Anna Nicole Smith

 

O segundo filme que se passa 2 anos após o filme original Corra que a Polícia vem Aí! 2 1/2 ( The Naked Gun 2½: The Smell of Fear – 1991 ) também é dirigido por David Zucker com roteiro dele junto com Pat Proft . O personagem cadeirante Dr. Meinheimer vivido pelo ator Richard Griffiths que faz também um outro personagem do lado do mal, conhecido por interpretar também o eterno tio Vernon da versão para o cinema da série de livros Harry Potter, é ótimo e ele descobre uma maneira alternativa de uso de energia para substituir a compra de petróleo internacional que está dando muitas despesas para o governo do presidente americano George Bush pai ( John Roarke ), a energia solar. E tem interesses divergentes do meio empresariado. Enfim no terceiro e último filme da trilogia com Leslie Nielsen Corra que a Polícia vem Aí! 33 1/3: O Insulto Final ( Naked Gun 33 1/3: The Final Insult – 1994 ) desta vez dirigido por Peter Segal com roteiro de Pat Proft, David Zucker e Robert LoCash temos agora o policial Frank Debrin aposentado há 6 meses do cargo na policia e agora casado com Jane Spencer ( Priscilla Presley ) que volta para o seu posto para impedir que uma trupe de bandidos  e terroristas detonem uma bomba que está dentro de um envelope durante um evento da premiação do Oscar. Entre os bandidos tem uma personagem vivida pela ex-capa da revista Playboy e a atriz Anna Nicole Smith ( morreu de overdose de medicamentos aos 39 anos em 2007) no papel da bandida sensual com alta estatura Tanya. O legal desses filme de Corra que a Polícia vem Aí ! sãos as paródias e referências a outros filmes do cinema como Os Embalos de Sábado à Noite (1977), E.T: O Extraterrestre (1982), Os Gonnies (1985), Os Intocáveis (1987), Ghost: Do Outro Lado da Vida (1990),  Thelma e Louise (1991), o primeirão Jurassic Park ( 1993), entre outros. Ver a retratação de uma época que você presenciou e personalidades de nossa história mundial é muito bacana com a aparição de um filme concorrente com Madre Teresa de Calcutá no evento do Oscar onde uma bomba está prestes a explodir e o Papa João Paulo II correndo. É uma franquia fodástica da Paramount!

Nota para a franquia: 4,0 de 5,0 (AMO TAMBÉM!)

 

Review – Sun Choke (2015).

 

Por Calil Neto

04 de abril de 2019.

Mais uma produção envolvendo o nome da diva dos filmes de terror norte-americano Barbara Crampton nesta produção do cinema independente Sun Choke dirigida e roteirizada por Ben Cresciman cuja trama é um thriller envolvente com uma garota estranha chamada Janie ( Sarah Hagan ) que teve a mãe morta durante o parto e ficou provavelmente com seqüelas ou traumas e está aos cuidados da madrasta e sua terapeuta Irma ( Barbara Crampton ) que fez a promessa ao pai da garota de auxiliá-la. O espectador também leva a refletir se a garota ficou com problemas psicológicos por causa de um cara que a abordou violentamente na rua. A principio percebemos uma garota com problemas psicológicos e emoções reprimidas e não sabemos o passado desta garota e o que realmente aconteceu com ela. Há uma tentativa aos poucos de os mistérios e a vida de sofrimento da família de Janie irem sendo aos poucos revelados. Janie também é uma voyer e fica espiando a vida da vizinha Savannah ( Sara Malakul Lane ) com seu namorado como se essa vizinha tivesse a vida perfeita que ela gostaria de ter. Janie começa a dar muito trabalho e desgaste para a madrasta Irma que coloca uma coleira de cachorra nela que dá uns choques com a intenção de acalmá-la.

 

 

Um filme com suspense de primeira e tenso em algumas ocasiões com uma pegada do subgênero torture porn quando Janie sequestra a vizinha Savannah e começa a tratá-la como sua madrasta a tratava. Um belo e eletrizante filme principalmente para aqueles que gostam de um filme de horror e suspense com tensão. Com certeza um dos grandes filmes da carreira da atriz Barbara Crampton. Um filme bem maduro de sua extensa e respeitada carreira no cinema.

Um puta filme!

 

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – Vidro ( Glass – 2019 ).

Por Calil Neto

03 de abril de 2019.

Vidro ( Glass – 2019) é a terceira parte da franquia composta por Corpo Fechado (Unbreakable – 2000) e Fragmentado ( Split – 2016) dirigida e escrita pelo indiano M. Night Shyamalan e a conclusão de uma trilogia.

 

 

 

Com a produção da Blumhouse, a querida dos filmes de terror do cinema dos Estados Unidos, temos uma trama que se passa 3 semanas após os acontecimentos de Fragmentado e a reunião em um filme dos personagens do filme Corpo Fechado com os do filme Fragmentado. Neste longa de desfecho (será?) temos o serial-killer e seqüestrador de garotinhas e malucão com diversas personalidades que sempre tem 9 ano de idade Kevin Wendell Crumb também conhecido como a Fera ( James McAvoy )  que junto com o senhor Vidro ou Elijah Price ( Samuel L. Jackson ) e David Dunn ( Bruce Willis ) vão parar aos cuidados da psicóloga especializada em lidar com “super-heróis”, a doutora Ellie Staple ( Sarah Paulson ), no manicômio com super-HIPER-segurança máxima Raven Hill Memorial Psychiatric Hospital. A personagem Ellie Staple leva o espectador dos filmes a refletir se os personagens dos dois primeiros longas de Shyamalan são realmente super-heróis ou se eles estão realmente com alguma doença da mente em seu estado de euforia. Ao longa da trama vamos notando que a psicóloga está envolvida em uma conspiração para eliminar a prova de que os super-heróis realmente existem e do outro lado está o senhor Vidro que planeja uma luta entre a Fera e David Dunn durante a aguardada inauguração do Osaka Tower, prédio mais alto na Filadélfia, para provar ao mundo que os super-heróis existem sim em nosso planetinha. Até o filho de David Dunn, Joseph ( Spencer Treat Clark ), volta a reprisar seu papel 19 anos após os acontecimento de Corpo Fechado. A única sobrevivente do maníaco Kevin Wendell Crumb em Fragmentado, Casey Cooke ( Anya Taylor-Joy, que está cada vez mais bonita ), agora morando com uma família adotiva, também volta para seu personagem. É um filme surpreendente com muita ação e diversas reviravoltas. A cara de M. Night Shyamalan!  Essa franquia vai se tornar um marco com o passar do tempo…

 

 

                                            

Nota: 3,5 de 5,0.

Review – O Médico e a Irmã Monstro (1971).

 

Por Calil Neto

01 de abril de 2019.

Com a costumeira elegante produção da lendária britânica Hammer temos O Médico e a Irmã Monstro ( Dr Jekyll & Sister Hyde – 1971) dirigido Roy Ward Baker que tem como base o livro clássico O médico e o monstro de Robert Louis Stevenson.

Neste longa com roteiro de Briam Clemens na era vitoriana o doutor Jekyll ( Ralph Bates ) toma uma poção e se transforma na sensual senhora Hyde ( Martine Beswick ) e fica dependente do assassinato de garotas de programa para manter seu lado mulher. O lado mulher da senhora Hyde começa a dominar o lado homem ou a masculinidade do doutor Jekyll. Em seu apartamento doutor Jekyll fala para os vizinhos que seu lado mulher é sua irmã para não criar polêmica no local. O vizinho de Jekyll Howard Spencer ( Lewis Fiander ) que mora com mãe e a irmã começa a ficar encantado com a beleza da senhora Hyde.

 

Um filme sombrio muito belo visualmente e com a caprichada produção da marca Hammer.

Nota: 4,0 de 5,0.